Namastê

"O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você"

domingo, 24 de julio de 2011

ENEP

O ENEP ME AFETOU, AFETADO ESTOU... AFETAREI.... MISTURO TUDO... AFETADOREI!!

Mundos e sotaques diferentes, mas com alguma coisa em comum...

"Todos iguais e tão desiguais, mas uns mais iguais que outros..."

No ENEP 2009 (Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia), ocorrido em Belo Horizonte - MG, sotaques e idéias misturavam-se à som de tambores, violão, chimarrão, choconhaque, feijão tropeiro, pão de queijo, malabares, carimbó, flauta, ... e por aí vai...

Este encontro , misturando cores, estilos e facetas, mostrou que o Brasil, mesmo dentro do Universo Psi, é uma Terra maravilhosa, cheia de belezas e riquezas... Uns mais freudianos, outros reichianos, outros sociais, corporais ou behavioristas, concordaram que o que importa é o que te afeta... respeitando o que afeta o outro... A miscigenação não apenas de etnias, mas também do pensar, fez o tempero deste evento agradável à qualquer paladar.


Entre as filas de banheiro, filas do R.U., correrias para não perder a carona para a UFMG e, quando chegasse lá, decidir em qual oficina entrar, entre as dez que tu querias fazer..., tínhamos momentos sentados (ou deitados e até mesmo em pé) na grama, sob a sombra de árvores e ao som de violões, às vezes pássaros e quase sempre vozes..., vozes estas de todos os tons e sotaques imagináveis... mas sempre com a mesma harmonia..., a harmonia ENEP..., que fazia o coração timborilar no ritmo geodésico do microsom..., carimbolando idéias quânticas e sentimentos palhaços, sem deixar o malabar ou a peteca cair..., faziam o tempo passar muito depressa, ao mesmo tempo que faziam amizades surgidas ali, parecerem vindas de outras vidas...






                                                                          Oficinas, Mesas e ELO's ou ELFO's (Espaços de Livres Opiniões e/ou Fomentações) quase sempre lotados, eram apenas um grão do conhecimento e experiência que os alunos adquiriram no ENEP. Uma semana de convívio com óbvios ou inácretitáveis inesperados, em espaços oficiais ou não, foram para alguns o estopim para uma mudança de paradigmas. Sabores, desejos, humores, expressões e sonhos modificavam-se (leia afetavam-se) a cada contato, físico ou não. Camaleões que não negam o que são, mas que mudam de cor se necessário... Idéia daqui, com o tempero de acolá, mais uma pitada desse sonzinho dali e aquele sorriso que veio de lá, fazem a alma ser afetada, a mente expandir, o inconsciente aflorar , o indivíduo internalizar, o sujeito condicionar, o cara se identificar, o gaudério transferir ou a rapariga transcender. "UAI TCHE, TRÓÇO ARRETADO DA PORRA, MERMÃO!!!" ... O mínimo necessário para que se "cresça independente do que aconteça" e tornar o mundo melhor, o teu e o meu,... com mais humanos do que pessoas... independentes se psicólogos ou não.

Enfim... deixo à vocês uma criação coletiva de uma poesia, para veres que o campo é presente e que a energia nos afeta. Em meio à mais de 1300 pessoas que estavam no ENEP, a sintonia de alguns transformou "meras" (nunca foram, nem nunca serão) frases em um texto maravilhoso..., onde a pessoa que escrevia a frase seguinte sequer imaginava o que estava escrito nas frases anteriores... Um papel foi passado de mão em mão, onde o meliante, indivíduo, sujeito, objeto, marmita, cabra, cara, rapá, etcétera e tal ... deveria escrever o que lhe passasse pela cabeça naquele momento... "una frasecita solamente"... e quando terminasse dobrasse o papel, na parte onde havia escrito, de modo que a próxima pessoa a escrever não pudesse ver esta frase nem as anteriores. Eis o que surgiu:





“As paisagens que vejo refletem minha alma,

No enrolo das coisas difíceis.

Assim nós nos enroscamos...

Brincando de pega-bandeira!

Assim eu surto!

E, cheio de afetação,

Te amo tanto que não cabe mais em mim.

Adoro flor!

É o preço que se paga,

O céu está tão lindo...,

Hoje é dia de ser feliz,

Chuver, descer a ladeira da praça como quem escorre...

E inconsciente não quer e nem tem dono.”






Afetos ou não-afetos... eis a questão

AMIZADE COLORIDA...

Amigos que transam quando sentem vontade espantam a solidão com alguém em quem confiam e onde não cabe traição -porque as duas partes estipulam previamente que não existe 'nada' entre elas. 'Hoje as pessoas estão fugindo das relações que têm endereço e nome certos. Se elas encontram uma amizade com atração física, mesmo que não seja amor, por que não vivê-la? É uma forma de inventar um novo amor, amortecendo desilusões do passado de um jeito seguro e sem riscos', diz a sexóloga e psicanalista Mônica Andrade. O ideal, observa a psicanalista, é que eles não fujam da realidade -amigos que também dividem carinhos sexuais estão vivendo um relacionamento. 'Esses 'amigos ficantes' se iludem ao dizer que não têm nada um com o outro. Na verdade, eles temem se aproximar, se envolver e correr o risco de sofrer', diz a sexóloga. 'No fundo, estão fugindo do amor, sentimento que exige uma série de cuidados, responsabilidade e presença. Mas estão sendo verdadeiros a seu modo, respeitando a individualidade e a neura de cada um. ' O sigilo absoluto, ponto de honra entre amigos que também fazem sexo, é mantido em nome do prazer do descompromisso. 'Eles podem estar querendo viver uma relação isenta de cobranças. O amor entre amigos é livre, ao contrário do namoro, com regras estipuladas que os namorados se sentem na obrigação de cumprir', diz a psicanalista. 'O sexo, no caso, é uma espécie de benefício a mais, além dos gostos e afinidades em comum', diz Mônica Andrade.




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Le retour de ceux qui n'ont pas été ...

Logo que comunicamos os nossos conhecimentos, deixamos de gostar deles suficientemente.


Friedrich Nietzsche

sábado, 27 de febrero de 2010

Que bom te ver...


Como dizer adeus, se ainda está aqui? Não te ouço, não te vejo... mas ainda te sinto! Como sempre sentirei... e, se eu prestar bastante atenção..., quando a tristeza der lugar ao alívio, e o sentir falta der lugar a saudades e boas lembranças... sei que te verei! Te verei numa gota de chuva escorrendo sobre meu rosto, afagando minha pele e levando embora a angústia... Te verei nos frutos maduros a cair pela relva... bonitos e suculentos... a saciar minha fome... nas paisagens desenhadas por mãos hábeis de artistas embriagados... me levando à outras percepções. Ouvirei tua voz sussurrando aos ventos, balançando as folhas! No burbúrio de um riacho ninando meus sonhos, ou no estrondo de uma cachoeira me fazendo abrir os olhos. Ao me jogar das alturas, sei que é sua mão que amortecerá minha queda em um monte de feno.





Estamos ainda mais próximos do que quando “viva”, limitada às membranas do ser humano e à nossa percepção falha... Agora tu conhece mais do que nós... sempre conheceu! Espero poder desfrutar de tua sabedoria nas coisas que me mostrar pelo caminho, me acompanhando em passos e pensamentos... e nos encontrarmos em outras épocas, outras vidas, outras dimensões ou outras formas de ser... dando risadas à sombra de uma árvore, tomando um chimarrão.



De seu neto

jueves, 26 de noviembre de 2009

No más Musa, no más...

Una taza de vino rojo colgada desde la pared, tocando, acariciando el piso. Un derramamiento de sangre por la húmeda tierra ¿Cómo así, como así puede tener conexión el mar de Adamastor y Poseidón con el amor, Dios Baco con Camões. ¿Una taza de vino rojo? Nada de respuestas, la incógnita prevalece.


El mar, su olor, su color, su sonido, me hicieron recordar de tantas cosas queridas, sublimes. Recuerdos que fueran vividos en una playa casi como esta, con un mar caliente y despierto como este. Un mar calmo y revuelto a la vez. Un mar que sabía a frutillas frescas, plátanos maduros, crema de aguacates, piñas agrias.

Me impresiona. Siempre me dijeron que los sentidos nos hacen revivir. A tal sinestesia. Ahora, el mar me hace recordar un corto encuentro entre dos seres míticos, aunque humanos. Parecían que ya se conocían de otras existencias (expresión que ahora está de moda, por el boom esotérico) almas gemelas, suena bien cursi, sensiblero, pero así eran ellos. Fueron casados por Poseidón en la arena de la playa, con todas las estrellas como testigos. Sirena y Adamastor se conocieron por puro acaso. En un paseo por esa playa. Adamastor fue contagiado por el canto de esta sirena y peleó con todos los monstruos marinos. Y viajó por mares nunca antes navegados. ¡¡¡Ay Camões!!!! “No más Musa, no más”… El casamiento aconteció en ese rato. Así no más.

Una estatua de un hombre guapo, con su perro al lado. Una imagen jamás olvidada. Sus piernas largas, su pelo lleno de churros. Su cuerpo tenido estirado hasta el instante del goce. Una pasión aplastadora, devastadora, abrasadora.

Un departamento nuevo, en el justo instante del cambio, el olor de la nueva habitación, siempre acostados en el piso teniendo al perro como compañía y observador. Una crema que se deslizaba por los cuerpos ayudando en la entrega que era total uno dentro del otro. Cuando el Sol hacía contacto positivo con Neptuno, su deseo de amar y ser amado se reforzaba. Su sentido erótico, también estaba presente. El tiempo que pasaba con ella, seguramente era muy agradable para ambos, así que preparabas salidas románticas. Este era Adamastor. Pasión, ilusión y satisfacción. Un poema escrito por él para ese momento que expresaba toda áurea que él tenía a su alrededor. Así se recordaba y la reconocía.



Cuerpos desnudos en los marcos de la cama
Sexo sin miedo y de
compás perfecto
Tu y yo partes del engranaje
del sistema de la maquina del gozo
No solo partes, pero la tercera fuerza
Que hace esas partes funcionar
En un sentir de gozo completo de la maquina
De los cuerpos desnudos en los marcos de la cama.

Una estatua de mujer con pelo lacio y rubio, una insensatez fuera de lo común, piernas gruesas, la piel suave, senos abundantes, regazo acogedor. Un departamento en un piso alto, ganas de saltar por la ventana. “De esa misma ventana, una mujer había saltado hacia los brazos de Adamastor”. Una vida sin nexos. Una espera por la nada. Un vomito seco.

Una vida aprisionada. Una búsqueda desesperada por alguien que soltara sus cadenas. Su sexualidad, probablemente, exigía un poco más de atención. Esto era algo común para ella. El poder de la unión del Marte con Venus, traería un resurgimiento en su sexualidad. Su sentido de lo erótico y de lo romántico, era igualmente fuerte, así que si pudiera planear una cita especial con el eterno amado. Y un poema escrito por ella para ese momento. Esa era Sirena. Inspirada, luchadora y activa. Así se recordaba y lo reconocía.

“Nunca estamos solos,
estamos desgraciadamente en nuestra compañía

La vida es un inmenso barco
con las anclas echadas en un puerto
que sin querer
es la Tierra.
Nosotros estamos y somos este barco.
¿Maravilloso? No sé. Tal vez.
Pero sin escapar,
vivimos solamente.
A veces la deriva.

Un compartir de deseos, besos, afectos, cariños, deslices. El uno siendo pleno y el otro siendo completo. Amantes. Sencillamente, amantes. Sirena en Adamastor. Baco, puro vino rojo revelándose delante de Camões “No más Musa, no más…”

¿Quién sabe si vivieron y vinieron juntos de otra galaxia del fondo de la cuna de Poseidón? Auque fuera un breve pasaje por la tierra dejaron huellas uno en el otro, los dos en la vida, en ese instante ilusorio, donde no se puede establecer el principio y el final de ser. Su amor era tanto que resolvieron terminar con la vida juntos en un pacto de muerte sangriento. Vino rojo derramado en la tierra. Cortaran sus pulsos, los pegaron y durmieran hacia la muerte amiga. Adamastor en Sirena. Sirena en Adamastor. Baco y Camões. “No más musa, no más…”



Un chorro de vino rojo y sangre
http://niula.wordpress.com/

miércoles, 14 de octubre de 2009

Esqueleto Guloso... Momento ENEP que se lê em vários momentos...



“As paisagens que vejo refletem minha alma,
 No enrolo das coisas difíceis.
 Assim nós nos enroscamos...
 Brincando de pega-bandeira!
 Assim eu surto!
 E, cheio de afetação,
 Te amo tanto que não cabe mais em mim.
 Adoro flor!
 É o preço que se paga,
 O céu está tão lindo...,
 Hoje é dia de ser feliz,
 Chuver, descer a ladeira da praça como quem escorre...
 E inconsciente não quer e nem tem dono.”


Poesia coletiva criada no Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia 2009, Belo Horizonte - MG - Brasil


Elfos existem... e afetam...


Como lidar com coisas que não existem?

Misticismo ou Realidades Subjetivas...
Elfos, fadas, cupidos...
Existem?




Para cada pessoa existem de forma diferente
Afetam de forma diferente
Porque a própria entidade se faz existir
Se faz presente

E estas entidades, seres que eles próprios
Afirmam não existir
Como existirão em outros
Como afetarão outros... ?

Existindo...

martes, 13 de octubre de 2009

Afetos

Medo de perder a ti e as que ainda não conheci
Medo de perder a mim, pela emoção que está por vir
Medo de não sentir e fazer sentir
O que não posso controlar

Ter afeto, sem afeto dar
Ou afeto dar e me perder
Em ventos destrutivos
Paisagens refletivas

Não quero que seja quadrado
Gosto de ondas, oscilando
Razões e emoções
Também não sei se suporto

Queria somente cores
Sem pensar que cinza faz parte
De uma vida de maresias
Transformando noites e dias

Penso que cresço assim,
Mas pensamentos não dizem nada
Quando o outro lado é que domina
O que fazer quando se pensa?

Vivo este momento de perda
Perda de ti e de mim...
Esperando que o cinza vá
E que as cores pintem de novo
O que sempre foi colorido

Razão e Emoção

Olhaste pelo espelho na parede

Sensualidade, emoção unidas pulsaram

Coração comandou momento êxtase

Alma e corpo juntos desnudaram-se



Nesta reação breve, pura e fugaz

A razão foge aos desencantos

Só o sentimento é domínio e traz

A força do inesperado momento insano



Razão e sentimentos conflitantes

Debatem-se, rivais razão é lógica

Razão grita, sentimento explode

Ambos têm a mesma força milagrosa



Os dois viajam pelo mesmo trilho

Com a mesma intensidade e brilho

A emoção comanda o coração

A razão, cabeça pensante, desafio



As duas seguem-me constantemente

Oras a razão domina as rédeas

Oras a emoção inunda a alma

As duas equilibram, memento estéreo.

lunes, 28 de septiembre de 2009

PSICODELIA ME AFETA!! AFETA??? PER QUÁ? QUÁ QUÁ? CÓÓ?

pSiCoS... dálias, délicos, delias, logias ou orgias... Manifestações da alma (leia-se psiquê) em formas (disformes) desconectadas da realidade... ou reais disformes subjetivos interligados ao todo verdadeiro?


Com o EREP SUL batendo à porta, comecei a pensar sobre o tema deste ano... "Afetação da Realidade" ... "Afetação é a potência que nos move nos tirando do marasmo e da indiferença ... Assim afetamo-nos por diversas realidades, e são essas afetações que dão a cor, o tom e o peso das nossas práticas e discursos" (FOLIA, 2009). Fiz uma viagem intergaláctica rumo ao self para descobrir o que me afeta, com o intuito de poder compartilhar estas descobertas. Verifiquei, que aqui no próprio blog, está minha realidade, de uma forma holística, unindo um link a outro, um tema à outro a minha realidade à sua, fato este que te trouxe até aqui... Um campo que está presente de forma que nos une, são as conexões ocultas de que fala Capra. Ou tu acha que é um mero acaso você estar lendo esta postagem neste momento? Sejam figuras surgidas na busca do google, o título, ou o fato de me conhecer, você foi afetado e isto te trouxe aqui. Pois então, resolvi (acho que já tinha resolvido desde o momento da criação do blog, mas ainda não sabia) Que este será um espaço onde descobrirei minhas raízes, exporei minhas idéias e linkando tudo afetarei e afetado serei... Poesias, fotos, textos, links, vídeos e etecéteras... serão fonte aonde sempre virei buscar quem sou, tentando descobrir do que se trata cada coisa que me afeta e de que forma se organizam dentro de mim estas experiências. Podem chamar de associação livre, contingências, filogenias, puro placebo que dá uma coceirinha no cérebro... chamarei de afetação, por que a palavra afeto me afeta.


Para começar (ou dar continuidade) às coisas que me afetam, resolvi postar sobre um tema, que como sabem (principalmente quem me conhece), está relacionado à vários outros temas extremamente afetáveis à este ser que vos fala... “O Psicodelismo”, a princípio gostei da sonoridade da palavra sem mesmo saber do que se tratava... descobri então, que as músicas que sempre gostei eram Psicodélicas...Uau!!!


Em uma viajem para a Ilha do Mel, em algum reveilón longínquo, estávamos a procura de um bar para curtir a virada, eis que na areia de Encantadas, fadinhas vestidas de verde saltitavam em meio à multidão ao som de guitarras distorcidas e do gogó rouco de Ivan... (ainda não sabia seu nome, hoje ele é vocalista da banda Gato Preto). Malucos cabeludos, incensos, lindas fadas (além das caracterizadas e vestidas de verde) e garrafas de conhaque fizeram-nos parar e ficar neste bar...Por que paramos??? Será que os que me acompanhavam pararam porque decidi parar ou também se afetaram? Algo comum nos uniu tal dia (noite) e nos une até hoje...
Amigos que passei este Ano Novo que ainda fazem parte da minha vida (Julie, Tilapô – este foi afetado pela garrafa de conhaque... muitos Corupá’s atrás, Karina...)

Por pura “coincidência” ou palhaçada do “destino” o nome da banda que tocava era “Circo Louco”, onde um dos integrantes, Xande, é hoje organizador do Movimento Psicodália. Nos conhecemos naquela noite e soube desse festival que (des)organizavam e me deram um flyer do próximo festival, em Morretes-PR. O flyer tinha desenhos de cogumelos, vaquinhas, notas musicais e cositas más... Fui ao festival e desde então este é um Movimento que me afeta... Julie, nesta fase, uma hippie de carteirinha, super Power Flower, também me afetou em relação aos interesses desta comunidade. Os "hippies" (no singular, hippie) eram parte do que se convencionou chamar movimento de contracultura dos anos 60 tendo relativa queda de popularidade nos anos 70 nos EUA, embora o movimento tenha tido muita força em países como o Brasil somente na década de 70. Uma das frases ideomáticas associada a este movimento foi a célebre máxima "Paz e Amor" (em inglês "Peace and Love") que precedeu á expressão "Ban the Bomb" , a qual criticava o uso de armas nucleares.

Afetou-me neste movimento a predileção por certos estilos de música, como rock psicodélico Rolling Stones, The Beatles, Grateful Dead, Jefferson Airplane, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Quicksilver Messenger Service, The Doors, Pink Floyd, The Kinks, Bob Dylan, Raul Seixas, Neil Young, Mutantes, Zé Ramalho, Secos e Molhados, os tropicalistas (Caetano, Gil, etc), Novos Baianos, A Barca do Sol e soft rock como Sonny & Cher, e em alguns casos até o grunge como Nirvana. Também apreciavam o Goa Trance, isto, quando hippies viajantes, buscadores espirituais e um sem-número de pessoas ligadas a manifestações de contracultura, munidos de conhecimento técnico de produção de música eletrônica e de um puro desejo de curtir e experimentar, desenvolveram, de forma intuitiva, um novo estilo sonoro. Um dos principais fundadores deste movimento foi Goa Gil.


Em outras paragens da vida, me cai os butiá dos borso, e resolvo fazer Psicologia... Por quê será??? Esse comichão coceguento que tenho no cérebro (obrigado pelas palavras, querida Marusa) me leva às coisas que me afetam, ou afeta minhas coisas e me leva pra sei lá onde...

Bem..., já enrolei demás, as idéias me fogem... Vou me concentrar no que estava decidido a fazer à meia hora atrás... Psicodelia... estado o qual descobri que se pode alcançar através da meditação, graças as aulas do grande Gilberto Gaertner... (esse é o cara!!!)




Psicodélico: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre (modificações à mercê - by Jeff)


Psicodelia é uma manifestação da mente que produz efeitos profundos sobre a experiência consciente (quiçá inconsciente). A consciência é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, auto-consciência, sentiência, sapiência e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, na psicologia, neurologia, e ciência cognitiva.

O termo "psicodelia" origina-se da composição das palavras gregas psiké (ψυχή - alma) e delos(δήλος - manifestação). A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos da mente anteriormente desconhecidos por parte do indivíduo em questão e pela exuberância criativa livre de obstáculos, um conjunto de experiências estimuladas pela privação (ou ativação) sensorial. Os estados psicodélicos fazem parte do espectro de experiências induzidas por substâncias psicodélicas. Neste mesmo campo de estados, encontram-se as alucinações, distorções de percepção sensorial, sinestesia, estados alterados de consciência e, ocasionalmente, estados semelhantes à psicose e ao êxtase religioso (ou outro êxtase que te fez ver passarinhos verdes).

Nem todos que experimentam drogas psicodélicas (como o LSD) têm uma experiência psicodélica e muitos alcançam estados alterados de consciência através de outros meios, como pela meditação, yoga, privação sensorial, etc.


Níveis da experiência psicodélica

O Psychedelic Experience FAQ (em inglês) descreve cinco níveis da experiência:

· Nível 1:

Aumento das capacidades sensitivas (principalmente visuais), tornando as cores mais "brilhantes". Ligeiras anomalias na memória de curto prazo. Mudanças na comunicação entre ambos os lados do cérebro, tornando o som mais expressivo (um lado vira pro outro e fala: Xingú).


· Nível 2:

Cores realçadas, ligeiras alucinações visuais (ex. objetos se movimentam), desenhos parecem adquirir terceira dimensão. Pensamentos confusos; considerável aumento das capacidades criativas.


· Nível 3:

Alucinações visuais claras, tudo parece curvado ou alterado em outros aspectos, caleidoscópios ou imagens fractais vistas nas paredes, paisagens, imagens de pessoas, etc. Alucinações com os olhos fechados se tornam tridimensionais. Há alguma confusão entre os sentidos (ex. o indivíduo começa a "ver os sons como cores"). Distorções na percepção temporal e "momentos eternos". Movimentação corporal se torna extremamente difícil (muito esforço necessário). La'mour...

· Nível 4:

Alucinações extremamente fortes (ex. objetos se fundem com outros). Destruição ou divisão múltipla do ego (ex. objetos parecem conversar com o indivíduo, ou este começa a sentir sensações contraditórias simultaneamente). Alguma perda da realidade. O tempo perde seu significado. Experiências extra-corporais. Fusão dos sentidos (quando o ego e o super já foram trocados por meia dúzia de jujubas de frutas).

· Nível 5:


Total perda de conexão visual com a realidade. Os sentidos deixam de funcionar em seu estado normal. Total perda da noção de ego. Sensação de fusão do indivíduo com o espaço, outros objetos, ou universo. A perda da realidade torna-se tão severa que desafia sua expressão verbal. Os primeiros estágios são relativamente fáceis de se explicar em termos de mudanças mensuráveis de consciência e padrões cognitivos. Este nível é diferente porque o universo no qual as coisas são normalmente percebidas deixa de existir (nas palavras do Gilberto: "...foi...", ocorreu a cisão e os S's significantes da Iara viraram rosquinhas - literalmente fora da casinha..., que me faz pensar... sem significantes para nós, mas até onde podemos chamar a realidade de realidade?).

Considerações:
Bjomeliga
Xingú: Fuja do óbvio...



lunes, 14 de septiembre de 2009

Namastê à todos os que visitam este blog - sejam bem vindos

Namastê ou namasté (em sânscrito: नमस्ते, [nʌmʌsˈteː]) é um cumprimento ou saudação falada, bastante comum no Sul da Ásia. Namaskar é considerado uma forma ligeiramente mais formal, mas ambas as expressões expressam um grande sentimento de respeito.




Utiliza-se na Índia e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação verbal ou escrita. Contudo, o gesto feito com as mãos dobradas é feito sem ser acompanhado de palavras quando se despede. Na ioga, namaste é algo que se dirá ao instrutor e que, nessa situação, significa “sou o seu humilde criado”.



Literalmente significa "curvo-me perante ti"; a palavra provém do sânscrito namas, "curvar-se", "fazer uma saudação reverencial", e (te), "te".



Quando dito a outra pessoa, é normalmente acompanhada de uma ligeira vénia feita com as duas mãos pressionadas juntas, as palmas tocando-se e os dedos apontando para cima, no centro do peito. O gesto também pode ser realizado em silêncio, contendo o mesmo significado. É a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.



Quando dito a outra pessoa, também poderá significar: "O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti".

Usos na cultura sul-asiática

Ainda quando saudação, um namaste pode ser dito com as mãos juntas em frente ao tórax com uma ligeira curvatura. Para indicar profundo respeito, pode-se colocar as mãos em frente a testa, no caso de reverencia a um deus ou santidade, coloca-se a mão completamente acima da cabeça.



Namaste é também usado como um cumprimento na comunicação escrita, ou geralmente entre pessoas que se conhecem.



Em algumas partes da Índia (por exemplo, a área onde se fala a língua punjabe), namaste é usado não somente para cumprimentar Hindus mas para todo mundo. As saudações completas para Muslims são Assalamu Alaikum e para Sikhs é Sat Sri Akaal. Mas "namaste" é aceitado em todas religiões.



Entretanto, no Sri Lanka, esta comumente tem um significado diferente. O gesto é usado para saudar (bem como se despedir) de pessoas com o verbo "Aayubowan". Aayubowan significa de forma aproximada, "que você tenha uma longa vida". Quando usado em funeráis para cumprimentar os convidados, a parte verbal é geralmente omitida. O gesto aayubowan é também um símbolo cultural do Sri Lanka e da hospitalidade cingalesa. Este também é usado por comissários de bordo cingaleses para cumprimentar os passageiros e em outros sinais de hospitalidade.




Significados na cultura global
Namaste é uma das algumas palavras sânscritas comumente reconhecidas por aqueles que não falam hindi. No Ocidente, ela é usada para indicar a cultura sul-asiática em geral. "Namaste" é particularmente associada geralmente à aspectos da cultura sul-asiática como o vegetarianismo, a ioga, e o hinduísmo.



Recentemente, e mais globalmente, o termo namaste foi associado especialmente à ioga e à meditação. Neste contexto, ele foi visto em uma grande variedade de termos com significados complicados e poéticos que se ligam com as origens espirituais da palavra. Alguns exemplos:



"Eu honro o Espírito em você que também está em mim." -- atribuída ao autor Deepak Chopra

"Eu honro o local em você em que o Universo inteiro reside, eu honro o lugar em você que é de Amor, de Integridade, de Sabedoria e de Paz. Quando você está neste lugar em você, e eu estou neste lugar em mim, nós somos um."

"Eu saudo o Deus dentro de você."

"Seu espírito e meu espírito são um." -- atribuída à Lilias Folan, ensinamentos compartilhados de sua jornada à Índia.

"O divino em mim cumprimenta o divino em você."

"A Divinidade dentro de mim compreende e adora a Divinidade dentro de você."

"Tudo que é melhor é mais superior em mim cumprimenta/saúda tudo que é melhor e mais alto em você"

"O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você."

sábado, 12 de septiembre de 2009

ENEP ME AFETOU... AFETADO ESTOU, AFETAREI ! MISTURO TUDO ... AFETADOREI ! ! !

Mundos e sotaques diferentes, mas com alguma coisa em comum...

"Todos iguais e tão desiguais, mas uns mais iguais que outros..."
No ENEP 2009 (Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia), ocorrido em Belo Horizonte - MG, sotaques e idéias misturavam-se à som de tambores, violão, chimarrão, choconhaque, feijão tropeiro, pão de queijo, malabares, carimbó, flauta, ... e por aí vai...
Este encontro , misturando cores, estilos e facetas, mostrou que o Brasil, mesmo dentro do Universo Psi, é uma Terra maravilhosa, cheia de belezas e riquezas... Uns mais freudianos, outros reichianos, outros sociais, corporais ou behavioristas,  concordaram que o que importa é o que te afeta... respeitando o que afeta o outro... A miscigenação não apenas de etnias, mas também do pensar, fez o tempero deste evento agradável à qualquer paladar.

Entre as filas de banheiro, filas do R.U., correrias para não perder a carona para a UFMG e, quando chegasse lá, decidir em qual oficina entrar, entre as dez que tu querias fazer..., tínhamos momentos sentados (ou deitados e até mesmo em pé) na grama, sob a sombra de árvores e ao som de violões, às vezes pássaros e quase sempre vozes..., vozes estas de todos os tons e sotaques imagináveis... mas sempre com a mesma harmonia..., a harmonia ENEP..., que fazia o coração timborilar no ritmo geodésico do microsom..., carimbolando idéias quânticas e sentimentos palhaços, sem deixar o malabar ou a peteca cair..., faziam o tempo passar muito depressa, ao mesmo tempo que faziam amizades surgidas ali, parecerem vindas de outras vidas...



Oficinas, Mesas e ELO's ou ELFO's (Espaços de Livres Opiniões e/ou Fomentações) quase sempre lotados, eram apenas um grão do conhecimento e experiência que os alunos adquiriram no ENEP. Uma semana de convívio com óbvios ou inácretitáveis inesperados, em espaços oficiais ou não, foram para alguns o estopim para uma mudança de paradigmas. Sabores, desejos, humores, expressões e sonhos modificavam-se (leia afetavam-se) a cada contato, físico ou não. Camaleões que não negam o que são, mas que mudam de cor se necessário... Idéia daqui, com o tempero de acolá, mais uma pitada desse sonzinho dali e aquele sorriso que veio de lá, fazem a alma ser afetada, a mente expandir, o inconsciente aflorar , o indivíduo internalizar, o sujeito condicionar, o cara se identificar, o gaudério transferir ou a rapariga transcender. "UAI TCHE, TRÓÇO ARRETADO DA PORRA, MERMÃO!!!" ... O mínimo necessário para que se "cresça independente do que aconteça" e tornar o mundo melhor, o teu e o meu,... com mais humanos do que pessoas... independentes se psicólogos ou não.
Enfim... deixo à vocês uma criação coletiva de uma poesia, para veres que o campo é presente e que a energia nos afeta. Em meio à mais de 1300 pessoas que estavam no ENEP, a sintonia de alguns transformou "meras" (nunca foram, nem nunca serão) frases em um texto maravilhoso..., onde a pessoa que escrevia a frase seguinte sequer imaginava o que estava escrito nas frases anteriores... Um papel foi passado de mão em mão, onde o meliante, indivíduo, sujeito, objeto, marmita, cabra, cara, rapá, etcétera e tal ... deveria escrever o que lhe passasse pela cabeça naquele momento... "una frasecita solamente"... e quando terminasse dobrasse o papel, na parte onde havia escrito, de modo que a próxima pessoa a escrever não pudesse ver esta frase nem as anteriores. Eis o que surgiu:





“As paisagens que vejo refletem minha alma,
No enrolo das coisas difíceis.
Assim nós nos enroscamos...
Brincando de pega-bandeira!
Assim eu surto!
E, cheio de afetação,
Te amo tanto que não cabe mais em mim.
Adoro flor!
É o preço que se paga,
O céu está tão lindo...,
Hoje é dia de ser feliz,
Chuver, descer a ladeira da praça como quem escorre...
E inconsciente não quer e nem tem dono.”

P.S.: Precisa de P.S.?????


AMO MUITO TUDO ISSO!!!!!!!!

Considerações finais:

"Sombras afetam... e outras cositas más..."